O Poder da Mulher no Mercado

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  • Oportunidade de negócios

    Ela é Poderosa! Parece refrão de música, mas não é. É simplesmente um termo inspirado na relação da mulher com o consumo, ou seja, o poder que ela tem na decisão do consumo.
    Essa tendência é comprovada por pesquisas que apontam que a mulher faz parte, decidindo ou influenciando, a maioria das decisões de consumo nos dias de hoje. Esse fato, consequentemente, influencia outras tendências, como a da Saúde e Beleza ou a do Consumo Precoce, nas quais as mulheres são as maiores consumidoras. Diversas empresas já perceberam esse fato e, por isso, buscam direcionar seus produtos ao gosto das clientes, mas ainda existem muitas que não enxergaram o poder da mulher na relação de consumo. Você, que já entendeu a importância dessa tendência, já está um passo à frente. Seja bem-vindo ao mundo das mulheres!
    Entenda um pouco melhor os fatores que impulsionam essa tendência:

    • Oficina mecânica para mulheres
      De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), as mulheres já são um terço dos motoristas no Brasil. Uma boa oportunidade de negócio seria empreender uma oficina mecânica especializada em atendê-las. Em um negócio como esse, os funcionários devem ser treinados para prestar um atendimento diferenciado e atencioso. Devem saber transmitir segurança ao informar claramente a condição de seus veículos. A empresa pode incluir mulheres mecânicas no quadro de funcionários.
      Seria interessante preparar um espaço de espera confortável para aquelas que resolverem aguardar o serviço no local, com revistas, internet wi fi, música ambiente. Pode ser oferecido também um espaço de beleza dentro do estabelecimento, ou um bônus desconto em um salão nas proximidades para que ela não fique ociosa enquanto espera.
      A empresa poderia também se especializar no atendimento a motocicletas, considerando que a venda de motos para mulheres no Brasil cresceu 44% em 3 anos, sendo que hoje 25% das vendas são para mulheres.
    • Cursos profissionalizantes voltados a profissões tipicamente masculinas
      Muitas mulheres têm ingressado no mercado de trabalho em profissões tipicamente masculinas como profissionais em mecânica de carros e motos, profissionais ligadas à construção civil, entre outras. Pode-se empreender uma escola profissionalizante com cursos voltados a essas profissões com enfoque no mercado feminino, ou, no caso da empresa já prestar esse serviço, incluir a mulher em seus potenciais clientes.
    • Oficina de customizações
      Muitas pessoas gostam de dar um toque pessoal a um produto, para que fique “com sua cara”. É a chamada customização. Existe uma tendência que aborda esse comportamento. Ela descreve que as pessoas querem se diferenciar por meio de produtos personalizados, que tornem sua existência única.
      A empresa pode se especializar em personalizar alguns produtos como roupas e sapatos (um exemplo são as sandálias personalizadas com pingentes, pedras ou o patchwork para roupas), ou criar uma oficina de repaginação de roupas usadas, ainda utilizando os conceitos de reaproveitamento da tendência consumo consciente. Algumas pessoas gostam muito de uma roupa e não querem perdê-la, ou preferem customizar peças e, assim, sair com algo exclusivo.
      A empresa pode agregar o serviço de pequenos ajustes e consertos como bainhas e troca de zíperes e prestar serviços tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas, por meio de parcerias com lojas.
    • Fabricação e comercialização de roupas
      Ficou bastante claro que as mulheres são consumidoras frequentes de roupas e sapatos. Não é necessário estudar tendências para saber disso.
      Mulheres entendem de moda. Para elas, fazer compras é lazer, e não se intimidam diante de compras parceladas no cartão de crédito. Para elas, a moda representa uma forma de transformar seu corpo e sua aparência física, bem como de construir sua identidade, a partir das múltiplas alternativas de vestuário e adereços oferecidos.
      Para os empreendedores que queiram entrar nesse ramo, sugerimos uma importante tendência na indústria do vestuário: a incorporação dos modelos de ciclo curto e da moda rápida (fast fashion). A principal característica desse modelo é a renovação constante das coleções, em períodos curtos. Dessa forma, a cliente retorna muitas vezes às lojas e sempre encontra novidades. Os lotes de produtos são menores, com uma grande variedade de modelos e as coleções adaptadas à demanda do momento.
      No capítulo referente à tendência de sustentabilidade nos referimos a slow fashion, a contratendência. Como já comentamos em outras ocasiões, geralmente uma tendência, com o tempo ou imediatamente, levanta um grupo de pessoas que não concorda com suas características. Dentre as duas (slow e fast fashion), a fast fashion tem um número maior de adeptas no atual contexto da sociedade, mas isso não faz com que a outra não seja válida, somente o seu público-alvo, valores do produto, canais de distribuição etc., é que são são diferentes.
    • 1Grande número de mulheres trabalhando
      De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo IBGE, em 2011, 45,4% das mulheres foram consideradas ocupadas (empregados, empregadores, trabalhadores por conta própria, trabalhadores não remunerados), sendo 63,9% mulheres de 25 a 49 anos.
    • 2Elas gerenciam o orçamento familiar
      Elas administram um valor maior do que a sua própria renda, e não apenas decidem e compram diretamente, mas também influenciam e controlam os gastos masculinos.
      Um estudo realizado, em 2010, pela empresa de pesquisa e inteligência de mercado Sophia Mind, com 1.917 mulheres das cinco regiões do País, revelou que elas são responsáveis pela decisão de compra de 66% de tudo o que é consumido pelas famílias brasileiras. Ou seja, de R$ 1,972 trilhão, gastos anualmente com bens e serviços no País, R$ 1,3 trilhão são decididos por elas, valor que transforma o Brasil em um dos maiores mercados femininos no mundo. Elas são responsáveis pela decisão de compra de: 83% de produtos específicos para mulheres (vestuário, beleza e cuidados pessoais) e para o domicílio (alimentação, produtos de limpeza, decoração); 73% na educação dos filhos; 67% com lazer e entretenimento, saúde, serviços para a família (internet, telefonia); 58% dos gastos com TVs, aparelhos de som e DVDs. Elas controlam (51%) até mesmo os gastos com vestuário masculino e bebidas.
    • 3Mudança gradual da visão do papel da mulher
      Tânia Maria Vidigal Limeira, no livro Comportamento do Consumidor Brasileiro, aponta que existem modelos de identidades femininas: a Cinderela (dona de casa que valoriza a família), a Carmem (sedutora) e a Jane Fonda (independente e trabalhadora), e que a mulher contemporânea aspira a integração dos três modelos, o que reflete um processo de conquistas e de expansão de papéis do mundo. Gradualmente, ela vem conquistando essa aspiração, entretanto, muitas iniciativas de marketing e comunicação têm uma visão simplista ao enxergarem somente uma dessas facetas, tratando a mulher como se fosse somente dona de casa, ou sedutora ou executiva.
    • 4Era da mulherização
      Reflete a ascensão irreversível das mulheres no consumo e a percepção das empresas quanto a isso. Mesmo em indústrias, como a automobilística, que sempre direcionaram seus produtos a homens, a influência é clara. Esse mercado, por exemplo, preparou um estofamento que não desfia meia-calça, incluiu espelhos no quebra-sol do motorista e fez outras modificações para que as motoristas não quebrem as unhas.
  • Você Sabia?
    Uma tendência identificada durante a realização deste estudo é o aumento da demanda por produtos de luxo. A euromonitor international entende que o luxo pertencerá a mais consumidores, mesmo aqueles que não têm uma renda tão alta assim. A verdade é que as pessoas ainda expressam sua identidade e personalidade por meio do consumo. E muitos consumidores da classe emergente também querem alguma ostentação em sua vida. Nesse sentido, a compra de artigos de luxo significa ascensão social e, devido à facilidade do crédito, se torna mais acessível mesmo para aqueles que têm um poder aquisitivo menor. Considerando o fato de que a maioria das compras de luxo é realizada por mulheres, esse segmento deve ser impulsionado por elas.
    • Propomos aqui um desafio a você. Pense em seu negócio com base nas informações relacionadas até agora sobre a posição da mulher como consumidora. Você pensou nela ao direcionar seus esforços de marketing ou a considerou como participante do processo de decisão de compra de seu produto ou serviço? Se sim, parabéns! Se não, que tal analisar o seu produto e verificar o que pode ser feito nesse sentido?
    • Isso não quer dizer que você tenha que começar a atender diretamente o mercado feminino. O importante é que você entenda que, mesmo que o produto não seja pra ela, muitas vezes é ela quem compra. Como exemplo prático, vejamos o caso de produtos como xampus, sabonetes e desodorantes. De acordo com a gerente Adriana Muratore da Unilever em entrevista à revista Veja, são elas que compram esses produtos para si mesmas, para o companheiro e os filhos, e a empresa passou a fazer dois tipos de anúncio: um dirigido aos usuários do produto e outro às mulheres, que fazem a compra.
    • Para você ter sucesso em seus negócios é importante que você reconheça as diferenças entre os parâmetros de decisão das mulheres com relação aos dos homens. Homens compram, as mulheres vão às compras. Eles costumam ir direto ao que precisam, sem comparar preços. Elas são detalhistas, exigentes e, ao contrário de todas as crenças, menos impulsivas: as consumidoras visitam, em média, seis lojas antes de decidir por uma compra, de acordo com um levantamento da inSearch, especializada em pesquisa sobre consumo.
  • Idéias de Negócios

    Veja aqui algumas idéias de negócios com grande potencial para Goiás, conforme o Estudo de Tendências e Oportunidades de Negócios produzido pelo Sebrae.

    Para cada idéia serão apresentados conceitos e informações relativas a processo produtivo, mercado, marketing e vendas, canais de comercialização, estrutura, localização, equipamentos, tecnologia, necessidade de pessoal, custos e capital de giro, fonte de recursos, planejamento financeiro, legislação, cursos, eventos e sites com informações de interesse do empreendedor.

    Selecione e receba em seu e-mail ou envie à um amigo as idéias de negócios que lhe interessar.

    Lembre-se, decidindo em abrir a sua empresa ou desejando expandí-la, procure o Sebrae mais próximo para lhe ajudar com seu plano de negócios e demais estratégias para o sucesso de seu empreendimento. Boa sorte!

    Conserto de Roupas
    Ateliê de Costura
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