Mercado Pet

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  • Oportunidade de negócios

    Um pet é um animal de estimação de características domésticas, selecionado para o convívio com seres humanos por diversos motivos, sendo os principais companhia e divertimento. Os mais comuns são os cães e os gatos, mas muitas pessoas preferem os peixes, hamsters, tartarugas, periquitos, coelhos, entre outros.
    Apesar de não serem dados oficiais, a Abinpet (antiga Anfalpet) estima que existem nos lares brasileiros, hoje, mais de 100 milhões de animais de estimação. Não é a toa que tantos negócios têm sido abertos focados nos pequenos bichinhos. Até mesmo o IBGE passará a incluí-los em seus próximos levantamentos, por meio da Pesquisa Nacional de Saúde (para que o governo desenvolva políticas de combate à raiva, por exemplo).
    Em 2013, estima-se que o mercado Pet faturou mais de R$ 15 bilhões, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. É pelo menos três vezes mais do que o ritmo de crescimento da economia brasileira. E, para 2014, a tendência é de alta.
    Entenda melhor os fatores que levam a esse crescimento:

    • Pet Sitter (Babá de animais de estimação)
      Você é uma pessoa responsável, ama e respeita os animais? Faça disso um negócio. Você pode ser um pet sitter, profissional que cuida do animal de estimação quando o dono tem que viajar ou mesmo durante o dia, se ele fica muito ausente. Entre as obrigações do profissional estão alimentação, escovação, brincadeiras e eventuais medicações que o animal tenha que usar.
      O serviço é uma alternativa ao hotel, no qual o bichinho pode estranhar os outros animais ou mesmo contrair alguma doença. Uma das vantagens do serviço é que o animal não será retirado do seu ambiente, evitando sintomas de estresse e toda a atenção evita que ele fique deprimido pela ausência do dono.
      Além disso, se você gostar de caminhar, ofereça também os serviços de Dog Walker (profissional contratado para passear com seu cachorro e garantir que ele tenha sua dose diária de exercício e faça suas necessidades).
    • Adestramento de cães
      O profissional adestrador ou treinador de cães ensina ao pet como manter o bom comportamento na residência para que ele não fique destruindo móveis, nem fazendo as necessidades no local errado ou que fique latindo o tempo todo. O objetivo é que ele obedeça as ordens do seu dono. Ele pode também ensinar truques (como os cães que vemos na televisão).
      Existem alguns profissionais que se especializam em ensinar cães-guias para cegos, treinar cães para realizar segurança de residências e empresas, realizar salvamento de pessoas afogadas ou soterradas, farejar drogas em aeroportos. Você pode oferecer seus serviços para treinamentos individuais ou para grupos.
      O mercado para essa atividade é estável e está em situação de lento crescimento devido à crescente humanização dos bichos de estimação, em que eles passaram a ser considerados como membros da família e ganham tratamentos cada vez mais especializados e personalizados. Até serviços inusitados podem ser oferecidos, como a preparação do cachorro para o aumento de sua família e receber o bebê sem contratempos.
      Esta atividade é permitida à formalização como empreendedor individual.
    • Taxi–pet
      São empresas que se especializam no serviço de transporte de animais domésticos. O serviço de leva e traz dos pets, vai desde idas ao veterinário, banho e tosa, a serviços de viagens e despacho dos animais em aeroportos. As empresas transportam, em caixas de transporte individuais, todos os tipos de animais domésticos, desde cachorros e gatos até coelhos, tartarugas, hamsters, chinchilas e pássaros.
      Com o uso do serviço, o dono do bichinho não suja seu carro com os pelos que ficam grudados em toda parte e não tem que forrar o chão e os bancos com jornais para evitar “acidentes” durante o percurso.
      Ainda não existe regulamentação para a prática de táxi-pet, por ser uma atividade nova. Mas o Código Brasileiro de Trânsito (CBT) determina algumas regras para o transporte de animais. A regra traz exigências de equipamentos de emergências e a proibição do uso de táxi pet para a remoção em atendimentos veterinários, se não estiverem vinculados à clínica, hospital ou consultório.
      Existe também a possibilidade de parcerias com pet shops e pet hotéis, que nem sempre possuem o serviço em base integral.
    • Hotel para animais domésticos
      Esse tipo de empreendimento é uma opção para quem vai viajar ou que por alguma razão não pode ficar com seu pet temporariamente. São alojamentos que dispõem de serviço veterinário, alimentação balanceada, mimos e serviços variados. Os valores cobrados variam por dia, estada ou taxas extras.
      O mercado de hotéis para os animais está ganhando força e para se manter competitivo, precisa ter uma estrutura adequada e diversificar seus serviços. Opções de serviços adicionais podem ser oferecidas como salão de beleza, estúdio de fotos, sistema de monitoramento 24h a distância, na qual o dono pode acompanhar em tempo real. Além disso, parcerias com veterinários, adestradores, dog walkers podem fazer parte dos serviços agregados.
      Para atender a esse público, o empreendedor pode montar uma estrutura própria ou mesmo adaptar uma área de casa.
      As pessoas hoje em dia tratam seus bichos de estimação como filhos e eles querem ter certeza que estão sendo bem cuidados. Um bom hotel deve tratar os animais com respeito e carinho, pois é um tipo de serviço com alta procura de reutilização. Quando a experiência é bem-sucedida ele volta pra casa feliz e o dono percebe. Além disso, sites especializados recomendam não trocar de hotel, pois a adaptação do bichinho será cada vez mais rápida. Alguns cães se mostram felizes quando chegam ao hotel e reencontram pessoas que conhecem.
    • Outras oportunidades
      Alguns negócios tradicionais também têm espaço nessa tendência: pet shops, fabricantes de roupas e acessórios, comercialização de artigos e alimentos para animais, medicamentos e clínicas veterinárias, serviços de banho, tosa e embelezamento em geral etc.
    • 1Mudanças na estrutura familiar
      Antigamente, as famílias eram grandes, as pessoas tinham muitos filhos e muitas vezes não tinham dinheiro e nem espaço para os animais de estimação em suas casas. Sem a grande pressão que existia com relação ao casamento, as mulheres focam em objetivos pessoais ou em sua carreira profissional, adiando ou evitando a maternidade, reduzindo a cada ano que passa a taxa de natalidade. São famílias menores, compostas, às vezes, somente por um casal.
    • 2Companhia para pessoas que moram sozinhas
      O número de pessoas que moram sozinhas aumentou muito. De acordo com o último censo do IBGE, as chamadas famílias unipessoais passaram de 9,6%, em 2000, para 13,2%, em 2010, em Goiás. A partir de números nacionais, verifica-se que a maior parte dessas famílias é formada por viúvas (39,5%), seguido de solteiros (38,7%), desquitados ou divorciados (15,3%) e casados (6,5%). Essas pessoas adotam os animais, na maioria das vezes por companhia e, às vezes, por segurança.
    • 3Avanços da medicina veterinária
      Essa evolução tornou possível controlar e erradicar doenças entre os animais (que passaram a viver mais e melhor) e evitar as chamadas zoonoses (doenças comuns entre humanos e animais).
    • 4Aumento do poder de compra das classes emergentes
      A ascensão de mais pessoas às classes econômicas mais altas tem contribuído para aquecer o mercado. Essas pessoas, muitas vezes já possuíam o bichinho de estimação, mas não podiam proporcionar alguns cuidados especiais a eles. Com o aumento da renda eles acrescentaram às suas compras, produtos de alimentação especializada (pet food) e passaram a usufruir de vários serviços.
    • 5Humanização dos animais de estimação
      Eles conquistaram seu espaço na vida das famílias e, em muitas, eles têm os mesmos benefícios que uma criança teria. Cada vez mais os consumidores estão dispostos a comprar brinquedos, roupas, produtos de higiene e comida para seus cães, gatos e outros animais de estimação.
    • 6Melhoria da alimentação
      Um dos grandes pilares do crescimento do mercado Pet é a alimentação, que segundo projeções da Euromonitor International alcançaria, em 2013, 2,12 milhões de toneladas vendidas no Brasil. A Abinpet aponta que o setor de alimentos é responsável por 69% de participação no mercado Pet, demonstrando sua importância. As indústrias de produtos, nessa linha, investem em inovações, buscando melhorias e enriquecendo o alimento para atender às necessidades desse mercado.
    • 7Animais utilizados como fator de reabilitação
      De acordo com pesquisas, os animais podem ser utilizados na reabilitação de pacientes, como parte de processos de terapia, ou para ajudar a controlar o estresse e aumentar a disposição. Além disso, muitos animais podem ser treinados para acompanhar seus donos (cães-guias) e ajudar a controlar doenças (existem treinamentos para cachorros identificarem se o dono, diabético, teve queda do nível de glicose no sangue).
  • Você sabia?
    O painel conectaí do Ibope levantou, juntamente aos internautas, diversos dados sobre os animais de estimação dos internautas brasileiros. segundo o levantamento, o brasileiro gasta uma média mensal de r$ 99,25 com os animais. 61% dos pesquisados afirmaram comprar produtos para seus bichinhos em pet shops, 42% em supermercados e 20% em mercadinhos. a qualidade é para 76% dos pesquisados o fator mais importante na hora da compra, seguido pelo preço (45%), indicação (26%), aparência (8%) e propaganda (4%).
    Fica a dica!
    Para investir em algum negócio ligado ao mundo Pet busque uma profissionalização direcionada para esse setor e, acima de tudo, é necessário que você goste bastante de animais, pois dessa forma irá criar um bom relacionamento com o animal e conquistará a confiança do seu dono, que é o centro de decisão dos produtos ou serviços que irá adquirir.
    Saiba também que nem todos os mercados aceitam tantos produtos humanizados. Pesquise e entenda o seu consumidor. As novidades mais extravagantes geralmente são consumidas pelas classes A e B.
    • Instaure um dia na semana para o Happy Day. Um dia inteiro de brincadeiras e diversão em que o animal possa brincar com outros cachorros. Eventos como esse, além de trazer receita extra, fortalecem o relacionamento entre o estabelecimento e o cliente.
    • Utilize as outras tendências descritas aqui a seu favor. Não durma no ponto. Grande parte dos clientes de pet shops não tem muito tempo disponível (tendência Economia de Tempo e Praticidade). Verifique a possibilidade de implementar as opções de busca e entrega ou oferecer horários estendidos para devolução do bichinho.
    • Faça parcerias com dog walkers e pet sitters (veja nas oportunidades de negócio) e ofereça esses serviços no seu pet shop ou clínicas veterinárias. Se o bichinho passou por algum tipo de intervenção cirúrgica pode precisar de alguns cuidados que um bom pet sitter pode proporcionar.
  • Idéias de Negócios

    Veja aqui algumas idéias de negócios com grande potencial para Goiás, conforme o Estudo de Tendências e Oportunidades de Negócios produzido pelo Sebrae.

    Para cada idéia serão apresentados conceitos e informações relativas a processo produtivo, mercado, marketing e vendas, canais de comercialização, estrutura, localização, equipamentos, tecnologia, necessidade de pessoal, custos e capital de giro, fonte de recursos, planejamento financeiro, legislação, cursos, eventos e sites com informações de interesse do empreendedor.

    Selecione e receba em seu e-mail ou envie à um amigo as idéias de negócios que lhe interessar.

    Lembre-se, decidindo em abrir a sua empresa ou desejando expandí-la, procure o Sebrae mais próximo para lhe ajudar com seu plano de negócios e demais estratégias para o sucesso de seu empreendimento. Boa sorte!

    Adestramento de Cães
    Hotel para Animais Domésticos
    Pet Shop
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