Consumo de Classes Emergentes

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  • Oportunidade de negócios

    Todos nós temos desejos de consumo. Sem entrar em discussões ideológicas que pregam esse ou aquele modo de vida, a verdade é que a partir do momento em que nascemos temos necessidades e ao começarmos a entender o mundo ao nosso redor, passamos a ter desejos de consumo. No decorrer da vida eles mudam: do brinquedo à maquiagem, do primeiro celular à viagem de lua de mel, do curso de inglês ao curso de especialização. Alguns são fáceis de concretizar, outros demandam planejamento e esforço. Alguns nós alcançamos, outros não.
    Mas porque falarmos disso agora? Para ilustrarmos a importância que a tão falada ascensão das classes de baixa renda tem para a economia e para você, empreendedor.
    Quando uma parcela considerável da população tem um ganho no poder de compra e troca de classe econômica, a ela será dada a oportunidade de realizar antigos sonhos de consumo, dando espaço para novos desejos. Novos hábitos de consumo são formados, artigos deixam de ser considerados supérfluos e novas oportunidades para o empreendedor se consolidam.
    Veja quais foram os principais fatores que envolvem o aumento do consumo pelas classes emergentes:

    • Agências de Turismo – Pacotes nacionais e internacionais
      O turismo tem sido alvo das classes emergentes, principalmente da classe C. Anteriormente, para esse público não era possível viajar frequentemente devido à dificuldade de crédito. Agora, com a possibilidade de parcelamento em 10 vezes ou mais, o número de viagens aumentou. Eles viajam nas férias e pagam a viagem durante o ano todo, e assim que quitam, já estão dispostos a viajar novamente. A viagem é para eles uma das prioridades de consumo.
      Uma agência de viagem que quiser atender esse público deve disponibilizar opções diversas de pagamento, se possível até carnês.
      Um atendimento atencioso com esses clientes é essencial. Muitos estão viajando a primeira vez de avião, ou ficando a primeira vez em um hotel. Tudo para eles é novidade. Quanto mais informações ele tiver para que sua viagem transcorra como o esperado, mais chances de fazer negócios com ele de novo sua empresa terá. E não se esqueça de que a classe C valoriza muito a opinião de seus conhecidos. Você pode gerar um excelente retorno em termos de novas indicações para sua empresa.
    • Mercados de bairro
      Os mercados de bairro apresentaram excelentes índices de crescimento nos últimos anos. Com a ascensão das classes emergentes que utilizam esse tipo de canal de venda a perspectiva é de crescimento.
      A conveniência da proximidade com o trabalho ou a residência é um fator importante na escolha dos mercados de bairro, mas não é só isso. A experiência de compra proporcionada por esses locais também conta muito na escolha.
      Ao fazer suas compras nestes mercados, esse consumidor encontra amigos e parentes, troca impressões sobre produtos, fica sabendo sobre promoções. Ele valoriza a socialização, mas quer um ambiente e produtos de qualidade. O preço é um fator importante, mas não é o único.
      Então a missão do empreendedor é justamente essa, fornecer a praticidade da localização aliada a uma boa experiência de compra e um produto que não deixa nada a dever para outros centros de consumo. O atendimento deve ser diferenciado. Uma grande parcela desse público gosta de ser conhecido pelo nome, ele quer se sentir valorizado como consumidor.
    • 1Condições demográficas favoráveis
      O Brasil vive, atualmente, um momento favorável ao desenvolvimento da economia, pois existe um menor número de dependentes do que de pessoas em idade ativa, isso quer dizer mais pessoas produzindo. O número de dependentes em Goiás, no último censo (2010), correspondeu a 30,3% da população (IMB/Segplan-GO, 2013). É o chamado bônus demográfico, que deverá permanecer até 2030, quando, segundo as previsões de estudo realizado pelo Instituto Mauro Borges sobre o assunto, o número de dependentes irá ultrapassar 50%.
    • 2Alteração na configuração das classes econômicas
      Em 20 anos, o cenário brasileiro quanto à participação nas classes econômicas, mudou muito. Veja a tabela ao lado, elaborada a partir de estudo da FGV (dados do IBGE). Perceba que as classes A, B e C ganharam novos participantes. A classe C foi a mais afetada e passou de 32,5% dos brasileiros, para 55,1%.
    • 3Ampliação da oferta de crédito
      A estabilidade e o crescimento da economia, juntamente com o controle da inflação, contribuíram para reduzir o cenário de incertezas do mercado e modificar a forma de oferecimento de crédito no País. Aumentaram as facilidades para o acesso ao crédito (cartão de crédito, concessão de crédito consignado, abertura de linhas de crédito nas grandes redes de varejo, supermercados e lojas de departamentos). Essas facilidades alteraram, principalmente, os hábitos de consumo das classes C, D e E. Esses consumidores passaram a ter a oportunidade de comprar produtos de um valor mais alto, em um maior número de parcelas. A oferta de crédito gera um efeito em cadeia, pois ela fomenta o consumo, o que faz com que as empresas fabriquem mais bens, sendo necessário, para isso, contratar mais trabalhadores, o que aumenta a renda da população, que melhora seu nível de vida e proporciona a condição de comprar mais.
    • 4Aumento da renda da população
      Juntamente aos fatores destacados acima, o aumento do emprego formal, a elevação da renda, o aumento real do salário mínimo e a expansão dos programas sociais de transferência de renda criaram no Brasil um mercado consumidor de massa. O beneficiário desses programas como o Bolsa Família realizam suas compras nos estabelecimentos de varejo dos próprios bairros, de propriedade de integrantes da classe C, em sua maioria, contribuindo com o desenvolvimento desses empreendimentos.
    • 5Aumento e democratização do consumo
      Com o crédito e prazos mais longos, o consumidor incluiu em seu carrinho de supermercado, produtos que anteriormente não podia comprar como iogurte, requeijão, congelados, carnes mais nobres etc. Além disso, esse consumidor passou a adquirir itens antes considerados supérfluos ou inacessíveis. Alguns desses itens passaram a ser considerados como essenciais, como o DVD e o micro-ondas.
    • 6Valorização da qualidade
      O aumento do poder aquisitivo contribuiu para que o consumidor reordene suas prioridades, passe a valorizar a qualidade e tenha acesso a melhores produtos. Esses consumidores dispõem a pagar mais por um produto que ele já consumia, desde que esse passe a ter maior valor agregado. Para ele, desde que possível e suportável pelo bolso, ainda que com alguns sacrifícios, ele escolherá o produto que considera melhor (Madia de Souza, 2013).
    • 7Racionalização do consumo
      Quando esses consumidores aumentaram seu poder aquisitivo e entraram no círculo de consumo eles foram às compras e procuraram adquirir seus maiores objetos de desejo, favorecendo também as compras por impulso. Depois disso, o consumidor passa a buscar argumentos mais fortes para se convencer, em um caminho de maior racionalização. Nesse sentido, os argumentos das empresas devem ser mais fortes, pois o apelo emocional, apesar de muito forte, passou para o segundo plano (Kantar Worldpanel).
    • 8Um pouco de luxo
      Tão acostumado a privações e contenção de despesas, o consumidor ao subir de classe econômica, quer algum luxo em sua vida. Assim, a compra de artigos de luxo significa ascensão social e devido a facilidade do crédito, esses produtos se tornam mais acessíveis mesmo para aqueles que têm um poder aquisitivo menor. Os artigos de luxo mencionados aqui não são os mesmos da classe A. Não falamos de carros do ano, ou de apartamentos um por andar. Aqui se enquadram o smartphone de última geração, a calça jeans de marca, o perfume caro etc., um jantar em um bom restaurante de vez em quando (Euromonitor International). Considerando que a maioria das compras de luxo é realizada por mulheres, esse segmento deve ser impulsionado por elas.
  • Você Sabia?
    Em fevereiro de 2014, o instituto data popular, juntamente com o Serasa experian, divulgou a pesquisa intitulada “faces da classe média”, que traçou o perfil da nova classe média. De acordo com a pesquisa, se a classe média brasileira formasse um país, seria o 12º do mundo em população e a 18ª nação em consumo, podendo pertencer ao G20. São mais de 100 milhões de pessoas, com diferentes perfis. E seria um erro tratar um número tão grande de pessoas da mesma forma.
    A pesquisa classifica a classe média em quatro grandes grupos: os batalhadores (39%), composto de pessoas que saíram da pobreza e, em sua maioria, passaram a ter emprego com registro em carteira; os experientes (26%), grupo formado predominantemente por chefes de família aposentados; os promissores (19%), jovens que estudaram mais do que seus pais, que passam a ser os formadores de opinião da classe média; e os empreendedores (16%), é “a classe A da classe C”, aqueles que acreditam no poder do próprio negócio.
    Fica a Dica!
    A classe média pretende consumir, em 2014, 8,5 milhões de viagens nacionais, 6,7 milhões de aparelhos de TV, 4,8 milhões de geladeiras, 4,5 milhões de tablets, 3,9 milhões de smartphones, 3,2 milhões de viagens internacionais, 3 milhões de carros e 2,5 milhões de casas ou apartamentos (Pesquisa Data Popular).
  • Já atende esse público e está interessado em saber um pouco mais sobre ele? Informação sobre o público que uma empresa atende nunca é demais. Utilize-as e forme diferenciais para o seu negócio.

    • Os jovens da classe C, mais educados e conectados, são hoje os formadores de opinião na família e na comunidade. Eles influenciam ou decidem a compra de muitos itens consumidos por suas famílias.
    • Vai divulgar seu produto? Saiba que a classe média confia muito na opinião de suas relações (parentes e amigos), mais do que em propagandas de televisão, por exemplo. Por isso, para se fazer uma boa comunicação de sua marca, sua propaganda tem que ser interessante o suficiente para gerar comentários. Além disso, ela deve dar bons argumentos sobre o uso do produto que levem o consumidor a escolher aquela marca. O boca a boca é o seu maior aliado.
    • Grande parte dos consumidores que adentrou na classe C já conseguiu adquirir diversos bens que anteriormente eram somente sonhos de consumo, mas ainda há muito a ser conquistado. Se uma pessoa conseguiu comprar a sua casa própria, o próximo passo é mobiliá-la, transformá-la no ambiente que sempre sonhou.
    • Vai fazer promoções em sua loja? Cuidado! O consumidor da classe média valoriza seu dinheiro e não admite ser enganado por falsas promoções, em que são dados os chamados descontos fictícios, aumentando o preço do produto um pouco antes da promoção e depois apresentando um preço supostamente reduzido. Se em algum momento esse consumidor identificar tal prática, além de ele não retornar tão cedo no local, irá espalhar para todos os conhecidos.
  • Idéias de Negócios

    Veja aqui algumas idéias de negócios com grande potencial para Goiás, conforme o Estudo de Tendências e Oportunidades de Negócios produzido pelo Sebrae.

    Para cada idéia serão apresentados conceitos e informações relativas a processo produtivo, mercado, marketing e vendas, canais de comercialização, estrutura, localização, equipamentos, tecnologia, necessidade de pessoal, custos e capital de giro, fonte de recursos, planejamento financeiro, legislação, cursos, eventos e sites com informações de interesse do empreendedor.

    Selecione e receba em seu e-mail ou envie à um amigo as idéias de negócios que lhe interessar.

    Lembre-se, decidindo em abrir a sua empresa ou desejando expandí-la, procure o Sebrae mais próximo para lhe ajudar com seu plano de negócios e demais estratégias para o sucesso de seu empreendimento. Boa sorte!

    Agências de Turismo Emissivo
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